A FALA DO BEBÊ

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A FALA DO BEBÊ

Mensagem por Jumara Borges em Sex 24 Ago 2018 - 11:39






Seu bebê vai aprender aos poucos a usar palavras para descrever o que vê, ouve, sente e pensa na medida em que completa saltos de desenvolvimento mental, emocional e comportamental.
 
Os pesquisadores agora sabem que, muito antes de um bebê murmurar sua primeira palavra, ele aprende as regras da linguagem e percebe como os adultos a usam para se comunicar.
Quando se desenvolve
As crianças aprendem a falar durante os dois primeiros anos de vida.
O bebê começa usando a língua, os lábios, o céu da boca e qualquer dente que esteja aparecendo para produzir sons ("os" e "as" no primeiro ou no segundo mês; os murmúrios começam pouco depois).
 
Logo, esses sons se tornam palavras de verdade (um "mamã" ou um "papá" pode escapar sem querer entre os 4 e os 5 meses, levando lágrimas aos olhos dos pais , quem se importa se foi intencional ou não?).
 
A partir daí, o bebê aprende mais palavras com você, com seu parceiro e com quem mais estiver perto dele.
Entre 1 e 2 anos, ele começa a formar frases com duas ou três palavras.


Como se desenvolve



O choro do seu filho ao nascer é a primeira incursão que ele faz no mundo da linguagem. 
Naquele momento, ele expressa o choque de sair do confinamento gostoso do útero e de estar em um lugar desconhecido.
A partir de então, vai absorvendo os sons, os tons e as palavras que moldarão a forma com que ele vai falar.

 
A fala está ligada de forma inextricável à audição. 



Quando ouve as outras pessoas conversarem, o bebê aprende os sons das palavras e como as frases são estruturadas.
 
De fato, muitos pesquisadores acreditam que o trabalho de compreender a linguagem começa enquanto o bebê está no útero.
Assim como antes de nascer o bebê se acostuma ao compasso dos batimentos do seu coração, ele entra em sintonia com o som da sua voz.
Dias após o nascimento, é capaz de discernir a sua voz das dos demais.
 

De 1 a 3 meses

A primeira forma de comunicação do bebê nessa fase é o choro.
Um grito agudo pode significar fome, enquanto choramingos curtos e repetidos podem assinalar a necessidade de trocar a fralda.
Depois de algum tempo, o pai e a mãe aprendem a reconhecer os diferentes tipos de choro, para atender melhor às necessidades da criança.
Dá para distinguir o choro de cólica do choro de fome, por exemplo.


À medida que o bebê cresce, vai desenvolvendo um repertório delicioso de gorgolejos, suspiros e arrulhos, tornando-se uma minifábrica de som. 
Sobre a capacidade de entender a linguagem, os linguistas dizem que os bebês de até 4 semanas são capazes de fazer a distinção entre sílabas similares, como "ma" e "na".
 

Quatro meses



Neste ponto, o bebê começa a balbuciar, combinando consoantes e vogais (como "dadá" ou "babá".
Os primeiros "mama/ã" e "papá" podem escapar aqui e ali, e embora certamente façam você e seu companheiro se derreterem todos, não significam que o bebê já relacione direito as palavras a vocês.
Isso vem depois, com quase um ano.
 
As tentativas dele de falar parecem um jorro de monólogos em outra língua qualquer, infindáveis torrentes de palavras.
A vocalização é uma brincadeira para a criança, que faz experiências usando a língua, os dentes, o céu da boca e as cordas vocais para produzir todo tipo de sons engraçados.
Ela se diverte quando descobre que é ela quem faz tudo aquilo, fica estimulada a repeti-los e a procurar novos barulhos.
 
Nesse estágio, os balbucios têm os mesmos sons, não importa se a família do bebê fale português, inglês, francês ou japonês em casa.
É possível perceber uma preferência da criança por determinados sons ("ca", "da" ou "auá", por exemplo), repetidos por ele sem cessar porque ele gosta do jeito como soam e da sensação na boca que eles produzem quando são pronunciados.

 
De 6 a 9 meses



Quando a criança balbucia e emite sons nessa idade, eles até parecem fazer algum sentido.
Isso ocorre porque ela passa a usar tons e padrões similares aos que você usa.
Um bom jeito de estimular o bebê a balbuciar lendo para ele, cantando e conversando.
 

De 1 ano a 1 ano e 5 meses



Nessa fase ele usa uma ou mais palavras e sabe o que elas significam.
Pratica até mesmo a inflexão, elevando o tom ao fazer uma pergunta, como "co-lo?", quando quiser ser carregado, por exemplo.
A criança percebe a importância da fala e o enorme poder que representa o fato de ser capaz de expressar suas necessidades.
 

De 1 ano e meio a 2 anos



O vocabulário com essa idade pode incluir até 200 palavras, muitas delas nomes.
Entre 1 ano e meio e 1 ano e 8 meses, as crianças aprendem uma média de dez ou mais palavras por dia.
Algumas aprendem palavras novas a cada 90 minutos, uma média impressionante.
 
É preciso cuidado, portanto, com o que se diz na frente da criança.
Ela vai também juntar duas palavras, formando frases básicas como "É meu" (bem típica do comportamento possessivo dessa fase!).
 
Aos 2 anos, a criança usa frases com três palavras e canta canções simples.
O senso de identidade dela amadurece e ela começa a falar sobre si ,do que gosta e do que não gosta, o que pensa e sente. Os pronomes podem confundi-la e é possível que você a pegue dizendo "nenê fez", em vez de "eu fiz".
 

De 2 a 3 anos



A criança tem um pouco de dificuldade para empregar o volume apropriado para falar, mas logo aprenderá.
Também começa a desvendar os macetes dos pronomes, como "eu" e "você".
Entre 2 e 3 anos, seu vocabulário aumenta para até 300 palavras.
Ela usa nomes e verbos juntos para formar frases completas, embora simples, como "Eu quero agora".
 
Quando faz 3 anos, a criança em geral usa a fala com mais sofisticação.
É capaz de manter uma conversa e ajustar o tom, os padrões de fala e o vocabulário ao parceiro da conversação.
Usa, por exemplo, palavras mais simples com outras crianças, mas é mais sofisticado com os pais.
 
É possível que você já entenda tudo o que ele diz. 
A maioria das crianças nessa idade é fluente ao dizer o nome e a idade, e responde prontamente a uma pergunta.
Nesse estágio, você pode corrigir eventuais palavras ou concordâncias simples ditas pela criança, de preferência repetindo a frase ou palavra do modo correto, sem advertir seu filho por ter falado "errado".
O que vem pela frente
À medida que seu filho cresce, ele fica mais tagarela.
Você mal vai se lembrar da época em que ele não falava e vai se divertir ouvindo sobre os trabalhos que ele fez na escola, sobre o que a amiguinha Sabrina comeu no almoço, o que ele acha da madrasta da Cinderela e qualquer outra coisa que ocupe a mente dele.
 
Ele também começará a lidar com a habilidade mais complexa da escrita.

 
O que os pais podem fazer



É simples: converse com seu filho.
Pesquisas mostraram que crianças cujos pais falavam bastante com elas na primeira infância tinham um QI significativamente maior que o das outras crianças.
O vocabulário delas também se mostrou mais rico que o de crianças que não receberam muito estímulo verbal.
 
Pode-se começar já na gravidez, de forma que o bebê se acostume com o som da voz da mãe, o que já pode ir estimulando conexões no cérebro dele.
 
Algumas ideias para durante a gestação são ler um livro em voz alta ou cantar para o bebê enquanto estiver no banho.
Tudo bem, é possível que a grávida se sinta estranha fazendo isso.
Não há motivo para se sentir culpada, já que o bebê já ouve bastante a voz da mãe quando ela fala com outras pessoas.
 
Desde que o bebê nasce, é recomendado conversar enquanto estiver trocando a fralda, dando de mamar ou dando banho, e dar um tempo para que ele responda com um sorriso ou olhando nos seus olhos.
Um bom jeito de começar é simplesmente descrever o que se está fazendo: "Agora a mamãe vai colocar você na água quentinha (e assim por diante)".
 
Por volta dos 5 meses, você pode perceber que ele presta atenção aos movimentos da sua boca. Continue falando e em breve ele começará a tentar conversar também.
 
É impossível não usar um certo "tatibitate" ao falar com o bebê, e ele tem lá sua função afetiva, mas procure usar também frases reais, no mesmo tom de voz e com o mesmo vocabulário que usaria com um adulto.
 
Não há motivo para evitar o uso de palavras complicadas.
Embora talvez precise simplificar a forma como fala para que seu filho compreenda o que você quer dizer, a melhor maneira de ele aumentar o vocabulário é escutando você usando novas palavras.
 
Ler é uma ótima forma de ajudar a desenvolver as habilidades de linguagem do seu filho.
Os bebês vão adorar o som da sua voz, as crianças maiorzinhas vão aproveitar as histórias e mais tarde podem até mesmo interrompê-las para dizer o que está acontecendo ou dar algum palpite.
Quando se preocupar
Bebês com problemas de audição param de balbuciar por volta dos 6 meses.
Se o seu não emite nenhum som (nem mesmo tenta fazê-lo) nem olha nos seus olhos ao chegar a essa idade, consulte seu médico.
Embora algumas crianças comecem a formar palavras com 9 meses, muitas vão fazer isso só depois do primeiro aniversário, até 1 ano e 3 meses.
 
Se a criança ainda não falar nenhuma palavra com 1 ano e 3 meses, ou se não dá para  entender nenhuma palavra do que ela diz, deve-se conversar sobre o assunto com o pediatra.
Só ele poderá fazer uma avaliação individualizada, de acordo com as características do seu filho.
 
Se até os 3 anos seu filho continuar a comer consoantes (dizendo "asa" para "casa", por exemplo) ou a substituir um som ou uma sílaba por outra (dizendo "papato" em vez de "sapato", por exemplo), vale a pena conversar com o pediatra, que, dependendo do caso, pode recomendar uma avaliação fonoaudiológica.
 
O profissional da área poderá orientá-la para fazer exercícios em casa ou indicar uma terapia.
 
Às vezes pequenas atitudes, como chamar a atenção para o som errado repetindo a palavra corretamente, já são suficientes para obter bons resultados.
Se seu filho disser: "Qué pô o papato", você pode responder: "Ah, você quer por o sapato?"
 

Veja sinais de atraso no desenvolvimento da fala.

 
Todas as crianças pequenas gaguejam de vez em quando.
Pode ser que estejam aceleradas demais pela vontade de contar o que se passa por sua cabeça que não consigam escolher as palavras certas na hora.
A velocidade do raciocínio acaba sendo maior do que a mecânica da fala.
 
Deixe a criança terminar a frase sozinha, sem interrompê-la para ajudar.
Apesar de sua intenção ser das melhores, a interrupção poderá soar como um desestímulo.
 
A maioria das gagueiras é transitória, e muitas vezes aparece num momento de ansiedade, como perto do aniversário, do início das aulas ou da chegada de um irmãozinho.
 
Uma gagueira persistente, no entanto, deve ser avaliada por um profissional fonoaudiólogo.
A criança em geral faz mais progressos se for avaliada entre 6 e 12 meses após se notar pela primeira vez a gagueira, independentemente da idade.
Você também pode pedir ao pediatra a indicação de um especialista.

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